sexta-feira, março 18, 2011

Comentário sobre suposto "nepotismo" no Governo da província de Maputo

Ei PESSOAL, o Luis Mondlane acaba de renunciar do cargo de Presidente de CC. Agora vamos atacar os desmandos da GOVERNADORA DA PROVINCIA DE MAPUTO: Desmandos de nomear irmao dela para director em MOamba, a sua cunhada(esposa do irmao director SDAE em Moamba) para chefe de gabinete da governadora, influenciar admissão do filho nas Finanças em Maputo; aliado a sua promescuidade ao sexo, alcool e suruma.
JORNALISTAS: VAMOS INVESTIGAR ESSE ASSUNTO QUE ESTÁ ABALA A PROVINCIA DE MAPUTO!

Adenda: O autor deste comentário assinou com o nome: Antonio Hama.
Fonte: O País online - 17.03.2011

Reflectindo: Alguém, incluindo Basílio Muhante, secretário-geral da "OJFrelimo" vai verificar os factos?

9 comentários:

Abdul Karim disse...

OJFrelimo ??!!

Viriato,

O Adjunto anda inspirado, criativo, e com senso de humor, no ponto.

Hehehe

Mocambique nao vale a pena, Chauque tem razao,

Hehehe

Eppah,

Nepotismo da governadora ! Eppah... ohhh...!

So da pra agarrar a cabeca, e lamentar... ohhh !

Reflectindo disse...

Karim, Karim meu irmão,

Inspirado eu?

Sabes, me surpreende Basílio Muhate que não QUEIRA arranjar uma sigla particular para a sua organizacão, se bem que as estruturas da Juventude da Frelimo passou a ter as mesmas termologias que a Frelimo, por exemplo, comités privinciais da...

Mas se for por falta de criatividade a razão pela qual a ala juvenil da Frelimo age como tal, Então.

V. Dias disse...

É verdade Muna Karim, espero que o Muhate entre em cena. Mas, atenção, não gosto muito deste tipo de denuncia, pode desencadear um clima de tensão, de inquisição. Há que ter cuidado e estudar os casos. O SAVANA apresentou provas e o anónimo só lança bombas. Sou pela denúnica, mas com provas.

Zicomo

Abdul Karim disse...

Concordo,

Tambem acho que esse tipo de "bombas" nao sao saudaveis,

'E conviniente ficarmos calmos, e a haver casos tipo "mondlanegate", que sejam com provas,

Mas tambem 'e necessario perceber que as vezes a "interpretacao" de provas, por quem de direito, tem sido tao "leviano", que por si so, cria o tal "clima de tensao e inquisicao", para alem de constantes "gincanas" pra "encobrir trafulhas",

Esse tipo de "bomba" 'e tambem derivado ao "esgotamento" dos cidadaos e a quase total descredibelidade das instituicoes do estado,

Reflectindo disse...

V. Dias

1. O convite de Basílio Muhate, secretário-geral da "OJFrelimo" surge na medida em que ele questionou a liderança do MDM e apelidou-a de uma propriedade de clã Simango. Eu disse a Muhate que dessas coisas, a Frelimo é MESTRE. Ora se a governadora (Frelimo) nomeia um irmão para director, cunhada chefe do seu gabinete, já é suficiente para provar a mestria da Frelimo quanto ao que Muhate critica. Eu disse directamente ao meu amigo Muhate no Facebook para combater este mal dentro da Frelimo, porque é lá onde ele tem o poder enquanto que eu devo fazer a minha parte (o mesmo) no MDM, os da Renamo na Renamo, etc, etc,

2. Acho que apesar de o autor desta denúncia ser um anónimo (não sabemos se o nome de Antonio Hama não é fictício), é fácil verificar se o que ele alega (sobre o nepotismo) é verdade ou falso. Há realmente alguma relação familiar com os ditos nomeados pela governadora?

3. As tais nomeações podem não constituir crime se os nomeados possuem as qualificações exigidas, porém, estamos diante de uma questão de ética e moral para além inclusão vs exclusão e transparência. Mais uma vez isto chama-nos atenção sobre o processo de ocupação de cargos nas instituicões públicas. Será que tem que se continuar com nomeações com base na confiança pessoal dos dirigentes hierarquicamente superiores? Não será o tempo para exigirmos concursos públicos transparentes para o preenchimento desses cargos?

Moçambique para todos!

V. Dias disse...

Discordo, caro Reflectindo;

Certos pronunciamentos, sem provas, são prejuduciais para o bom ambiente "nutricional" do país.

Este tipo de denúncias leva-nos aos tempos da inquisição. No tempo da inquisição era assim, qualquer suspeita era o mínimo para castigar e colocar no pelourinho o suspeito.

Muita tas vezes movido por causas intentinais, ligados à inveja, etc. Portanto, não concordo. Deve haver provas concretas e substancial.

Sobre o MDM, sabe o amigo qual é o meu posicionamento. Voto no MDM, sem dúvida, mas não concordo com a actuação do MDM. Para mim é uma partido em que 90 porcento dos seus dirigentes são fantoches políticos.

Entretanto, eu não gosto de analfabetos políticos. Mas entendo como é que as coisas funcionam. Melhor do que ninguém sei como é que os partidos a nível mundial agem. Porém, o que não concordo é a forma de actuação do MDM.

Se gosta e ama o povo deve lutar para ser governo e não manter-se na posição de terceira força da oposição. Os dinheiros que recebem do OGE pode acabar, por isso, é melhor avançar com medidas e estratégicas para sair da posição em que se encontra, se realmente quer o meu voto.

Sobre o Muhate, ele terá de comer muita papa para conseguir resolver os problemas do país. Eu não acredito nele nem na sua organização, sou anti-frelimo por uma questão de berço.

Ele não pode colocar nas pessoas óculos verdes para pastar em capim seco.

Zicomo

Reflectindo disse...

Caro V. Dias

1. Não penso que estamos em desacordo. Note o que eu coloco no nr 2 do comentário anterior. Apelo à verificacão para apurar a veracidade da denúncia de "António Hama" ou anónimo. Portanto, só com provas se pode tomar alguma medida. Mas no nr 3 do mesmo comentário coloco mais uma questão. Pode não ser crime a nomeacão da governadora a menos que os nomeados não possuam qualificacões exigidas para os respectivos cargos.
Porém, eis uma questão de ética e moral. Nos lembremos que este tipo de nomeacão acontece frequentemente e a título de exemplo, Filipe Paúnde fez o mesmo em Nampula quando foi a altura de cessar como governador. Precisamos em Mocambique de um código que nos permite combater o nepotismo e conflito de interesse nas nomeacões. É nisto que apelo vigorosamente que devia-se exigir concursos públicos. Para além de criticarmos temos que ter propostas concretas que sirvam para acabar com o mal. As nomeacões segundo o gosto dos superiores são caras para o Estado para além de marginalizarem concidadãos com competência.

2. Quanto ao MDM, tu sabes do que tenho dito mesmo publicamente. Mas directamente digo e mais à lideranca sobre o que acho que está errado. Deves lembrar daquela discussão que tivemos e que até perdeste paciência comigo para me compreenderes. A dado tempo, apercebi-me que já me entendes. A questão com o Basílio ou qualquer frelimista é criticar exactamente o que acontece na Frelimo. A crítica deles cria problemas entre nós membros e ou simpatizantes do MDM, pois que os criticados podem nos associar à Frelimo.
Aos membros e simpatizantes do MDM apelo à crítica e nunca pensar que o partido pertence à lideranca. São os membros e simpatizantes que decidem quem devem ser os dirigentes do partido e não o contrário. Isto é, nunca e nunca deve e deverá ser o dirigente do partido a decidir sobre quem deve ser membro ou simpatizante do partido. É assim como os partidos políticos funcionam. Partidos políticos não são empresas privadas. A título de exemplo, o Partido Social da Suécia está a mudar os seus dirigentes agora por forca dos seus membros. Aconselho aos políticos para acompanhar o processo. Eu não concordo definitivamente com a teoria de africanizar a democracia ou os partidos políticos. Isto é, o conceito de que os partidos políticos são como uma monarquia. Aliás, sabemos que é o que esses partidos não tenham membros nem simpatizantes, mas apenas presidentes. Um partido sem membros nem simpatizantes nunca e nunca ganha um ÚNICO assento no parlamento.

V. Dias disse...

Apenas uma rectificação que caiu feito nódoa branca em lençol branco, queria dizer não melhor do que ninguém e não o que se lê no texto, pois não sou adamastor da razão. É um lapso do qual fui infeliz, muito infeliz.

Concordo contigo amigo Reflectindo, o problema é que este tipo de anonimato, pela experiência que tenho, que não é muita, pode levar o país ao abismo. Não é nada católico nem reflectido dar azo a este tipo de fontes, embora seja, em meu entender, em alguns casos, pertinentes.

Em Portugal, o governo do PS teve de recuar numa proposta de lei em que os blogs funcionariam como canais de denúncia, portanto, como podes calcular, caro amigo, é algo que teimo. Estou plenamente de acordo contigo que o caso deve ser investigado, mas cabe ao anónimo endereçar a queixa aos órgãos e estruturas competentes.

Repare que esta denúncia é diferente dos débitos que fazemos no sentido de colocar e debater ideias, é um assunto que, sem provas, pode desencadear uma onda de ódio. Eu percebi que não é esta a tua posição, ainda bem, apenas chamas a atenção dos dirigentes - alguns deles escalam este blog - para que fiscalizem melhor a administração pública.

Sobre o MDM, não tenho NADA afalar, fui vencido e batido pelos argumentos que apresentas. É um argumento válido que livra o MDM de ser um quintal familiar e Moçambique RUANDA.

Zicomo

JOSÉ disse...

Embora não tenhamos provas, esta denúncia enquadra-se perfeitamete no modo de operar da Frelimo. Se houvessa vontade, este género de situações seria investigado e denunciado. A grande questão é: Há nepotismo, favoritismo e abuso na Frelimo? A resposta é óbvia: Há Sim! Neste contexto, as provocações do Basílio e de outros camaradas revelam falta de vergonha e imaturidade política. Quanto à Organização da Juventude da Frelimo, enquanto usar os métodos e discursos do tempo do monopartidarismo a sua relevencia fica muito limitada.

O que nos separa dessa gente é a nossa capacidade de elevarmos a Pátria acima dos Partidos e não termos problemas em criticar construtivamente o que vai mal na Oposição. Seria bom que os patriotas tivessem sempre coragem para romper o silencio, o silencio por vezes revela cumplicidade e indiferença. Quem ignora ou marginaliza a crítica construtiva está a prestar um mau serviço à causa da democracia, transparencia, liberdade e justiça social e eventualmente saímos todos a perder. O Povo está atento!

Vamos reflectir?