segunda-feira, novembro 16, 2015

Filha de Samora Machel vítima de violência doméstica

A activista contra a violência doméstica, Josina Machel, acaba de denunciar que foi brutalmente espancada pelo seu namorado, o empresário Rufino Licuco.
Cenas de ciúmes é que estiveram na origem deste acto violento de Rufino, segundo revelou ao jornal Notícias, a vitima, que neste momento enfrenta uma deficiência visual, como resultado da violência.
Segundo apurou o Caras&Factos, esta triste sina teve lugar no passado dia 17 de Outubro quando o casal (Josina Machel e Rufino Licuco), na companhia de amigos, deixaram uma casa de pastos onde se divertiam e seguiram até um hotel da praça para deixar seu hóspede. Portanto, porque é tradição a família Machel se reunir naquelas vésperas, pelo facto de Graça Machel (sua mãe) celebrar seu aniversário e em simultâneo celebrar-se o aniversário da morte do antigo Presidente da República de Moçambique, Samora Machel (seu pai), a vítima terá solicitado ao agressor que lhe deixasse na casa da mãe, onde iria passar a noite, acto que provocou ira ao empresário.

Nas suas próprias palavras, Josina ou simplesmente Jo, como é carinhosamente tratada, contou que seu companheiro mostrou uma ira que levantou uma discussão sem precedentes entre o casal que resultou em ofensas corporais voluntárias  qualificadas à vitima.
“Ele deu-me socos na cara e atingiu-me no olho, e derepente comecei a sangrar muito, o que me fez abrir a porta do carro em busca de socorro, acabei tropeçando, caí e perdi os sentidos. Logo a seguir fui evacuada para um hospital local, onde se identificou um corte na retina, tendo me provocado cegueira no olho esquerdo” conta Jo ao Noticias.
O Caras&Factos tentou contactar o empresário Rufino Licuco, ex-companheiro da vítima esta manhã para ouvir a sua versão dos factos mas o seu telemóvel encontra-se fora de área. Sabemos ainda que foi aberto um processo-crime contra Rufino Licuco e este assunto ainda vai fazer correr muita tinta, pois, Josina Machel diz ter descortinado o véu para mostrar a outras mulheres que se deve quebrar o silêncio e não proteger estes actos macabros.

Fonte: Caras e Factos – 16.11.2015

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