segunda-feira, dezembro 11, 2017

Manuel de Araújo: O significado do D no MDM

“... discutimos e criamos o MDM e não foi por acaso que colocamos a letra D no meio, de democrático, que a FRELIMO não tem e nem os outros partidos. E o MDM deve ser um exemplo de democracia e nós vamos lutar para isso independentemente do preço que venhamos a pagar a curto, médio e longo prazo, incluindo...” (Manuel de Araújo in Deutsch Welle, 05.12.2017)

Daviz Simango abre congresso com discurso de combate a políticos que usam MDM para benefício próprio

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, desafiou os militantes da sua formação política a terem uma cultura democrática que assegure a igualdade de direitos e oportunidades para todos, não havendo espaço para que alguns usem o partido como trampolim para obter ganhos individuais através de cargos que ocupem.
O também edil da Beira falava na manhã de terça-feira (05), na cidade de Nampula, durante a abertura do II Congresso do seu partido. Ele teceu duras criticas a alguns quadros do “Galo” e disse ser necessário desencorajar comportamentos que promovam acções que visem dar maior visibilidade a indivíduos em detrimento do partido como uma organização.
No seu discurso, Daviz Simango afirmou igualmente que não se deve destruir a confiança que o partido tem com os seus militantes e membros por causa de interesses individualistas.
Por seu turno, o membro da Comissão Nacional do MDM e presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane, na província da Zambézia, Manuel de Araújo, considerou que o II Congresso tem lugar num momento peculiar, no diz respeito à governação, pois Moçambique fracassou diante dos doadores internacionais, os quais cortaram completamente o seu apoio ao Orçamento Geral do Estado.
Por isso, segundo as suas palavras, o povo repara para o MDM como sendo a única esperança para a sua própria libertação, bem como para estancar outras adversidades a que a população está sujeita. “As nossas relações diplomáticas estão num nível muito baixo”, considerou.
Porém, para o MDM merecer a confiança do povo moçambicano, De Araújo disse que é preciso que o partido se reorganize, consolide a democracia interna e aprenda a ouvir as suas bases. A expectativa de Manuel de Araújo é de que os membros saiam do II Congresso cada vez mais unidos.
O presidente do partido Casa CE, da República de Angola, Abel Chivukuvuku, considera que os dirigentes do MDM devem trabalhar para mudar o rumo dos acontecimentos em curso no país. Primeiro mudar as coisas em Moçambique e, depois, mudar o destino do povo africano, através da colaboração com países irmãos.
Chivukuvuku disse que não aceita que o continente africano seja o mais atrasado a nível do mundo. “O MDM, junto de outras formações políticas moçambicanas, deve fazer com que o povo moçambicano possa beneficiar de melhores condições de vida”.
Avaliando o desenvolvimento da democracia em Moçambique, o nosso interlocutor disse que ainda há um défice de respeito pelos valores morais e princípios da boa convivência.
Chivukuvuku considerou, também, ser preciso que se faça um esforço conjunto para ultrapassar os obstáculos por si apontados. “Nós devemos manter o sentido de patriotismo e de cidadania acima dos interesses partidários”, vincou.
Comparando o que acontece em Moçambique e em Angola, Chivukuvuku disse que não existem diferenças. “O sistema é o mesmo. A trajectória de desenvolvimento é a mesma. Enfrentamos as mesmas manhas políticas”.
Contudo, é preciso, segundo ele, o engajamento de todos os cidadãos, tanto moçambicanos, como angolanos, para promover a mudança dos eventos em curso. “Não podemos ser sempre negativistas. Devemos sentir a responsabilidade de trabalhar para a implementação de iniciativas inovadoras que gerem confiança do povo.
Para além dos membros que militam em solo pátrio, o II Congresso do MDM conta com a presença de diversas individualidades provenientes das delegações na diáspora, nomeadamente França, Alemanha, Portugal, Holanda, Itália, Suécia, Inglaterra, África do Sul e Quénia.

Fonte: @Verdade – 06.12.2017

quinta-feira, novembro 30, 2017

Guebuza era mais visionário em que medida?

Por Luís Nhachote
Do lado da evidência

Com a exposição, na me­dia internacional, do calote dado por Moçambique na construção do Aeroporto de Nacala, submergem na memória os hossanas que exaltavam Armando Emílio Guebuza, nosso último es­tadista!
No boom dessa exaltação, a presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, chegou mesmo a considerá-lo, em 2013, na abertura da VIII sessão or­dinária daquele órgão, de “… o filho mais querido do povo moçambicano, o Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, que, com a sua inteligência e perse­verança, tem, com mestria, conduzido a Nação Moçam­bicana para patamares de excelência…”
A bolada das Ematuns, MAMs e Proindicus, como se pode aferir pelo timeline das mesmas, estava em curso e Verónica Macamo e os out­ros 249 deputados eram simplesmente ignorados, a Constituição da República pontapeada e hoje por hoje o país está como está! De tangas!.
Porque era preciso enco­brir o que se simulou so­berano, uma falange de in­telectuais, gente pensante, formada, em número igual aos integrantes da gang do lendário Ali Babá, adensa­vam os ingredientes que Verónica Macamo já tinha metido no panelão. Gue­buza então chegou a ser considerado por aqueles como “Guia incontestável de todos nós”!!!

Os desejos dos munícipes de Nampula para novo presidete

Municipes de Nampula já fazem pedidos para o novo presidente que sairá das eleições intercalares de 24 de Janeiro de 2018. O novo presidente municipal irá ocupar o posto em aberto com o assassinato de Mahamudo Amurane (Ver o vídeo - Voz da América, 29.11.2017)

Desafios do presente e do futuro exigem a formação de líderes

Segundo Joaquim Chissano

O tema da aula também incluía a liderança. Chissano começou por definir a liderança como a capacidade de influenciar pessoas para a realização de um objectivo comum, sublinhando que ela é uma condição importante para a formulação de “boas políticas públicas” num contexto de pluralidade, como é o caso de Moçambique. De novo voltando ao passado, o orador fez notar que as lutas pelas independências e a construção de novos Estados em África, e em Moçambique em particular, foram conduzidas por figuras carismáticas que revelaram qualidades inatas de liderança. Apesar de reconhecer este tipo de liderança na construção do Estado moçambicano, Chissano defende que os desafios do presente e do futuro exigem a formação e treinamento de líderes. “Da minha experiência pessoal, guardo muito respeito e grande admiração por aqueles líderes com qualidades inatas. Porém, estou convicto de que hoje existem vários motivos que tornam necessária uma formação que eduque o cidadão sobre os valores da liderança e boa governação, para reforçar as suas qualidades inatas”.

Fonte: O País – 29.11.2017

quarta-feira, novembro 29, 2017

Governo moçambicano nega que tenha dado isenções fiscais às multinacionais

O ministro da Economia e Finanças de Moçambique, Adriano Maleiane, negou hoje que o Governo tenha oferecido isenções fiscais às multinacionais petrolíferas, assinalando que o executivo concedeu apenas incentivos sobre a taxa de produção.
Adriano Maleiane pronunciou-se hoje sobre a carga fiscal aplicada às multinacionais italiana Eni e Anadarko, quando respondia a uma pergunta sobre o assunto da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o terceiro maior partido moçambicano, na Assembleia da República.
"Não há isenções fiscais [às empresas petrolíferas], as empresas petrolíferas e do ramo mineiro pagam o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares e o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas", afirmou Adriano Maleiane.
O ministro da Economia e Finanças acrescentou que os incentivos que o Governo moçambicano oferece estão relacionados com as taxas de produção.

Risco de “revoluções incontroladas” levou Frelimo a antecipar mudanças em 1990

Joaquim Chissano deu ontem uma aula sobre “desafios de liderança e boa governação em Moçambique”. O evento marcou as celebrações do primeiro aniversário do Instituto de Governação, Paz e Liderança, de que o antigo Estadista é patrono.
A introdução da democracia multipartidária em 1990 foi uma das maiores transições políticas que Moçambique experimentou desde a proclamação da independência. À época Presidente da República, Joaquim Chissano defende que a abertura política e económica foi uma resposta antecipada aos desafios que se colocariam no futuro: o momento histórico da evolução do Estado e da sociedade moçambicana impunha um novo modelo de governação capaz de defender os interesses comuns dos moçambicanos. E mais: a democracia multipartidária constituía-se como o único mecanismo capaz de viabilizar as negociações de paz e reconciliação no período pós-guerra.
Mas há outras razões que ditaram o fim do monopartidarismo. O antigo Estadista lembra que, na segunda metade da década de 1980, começaram a registar-se profundas transformações políticas e económicas, tanto a nível regional como internacional. Essas transformações tiveram o respaldo da comunidade internacional ou, para ser mais preciso, do Ocidente, que faz coro pela democratização dos Estados africanos. Em Moçambique, a pressão externa pela abertura política é recebida num contexto de guerra fratricida, pelo que o risco de haver “revoluções incontroladas” era maior. Por isso, nota Chissano, era preferível ser a Frelimo a controlar as mudanças. E assim foi.

segunda-feira, novembro 27, 2017

O aeroporto fantasma feito pela Odebrecht em Moçambique, que o BNDES financiou e tomou calote

São 10 horas da manhã de uma quinta-feira. Os oito balcões de check-in do Aeroporto Internacional de Nacala, norte de Moçambique, estão fechados. Todas as cadeiras vermelhas e pretas das salas de embarque estão vazias. Espaços destinados para lanchonetes, lojas, free shop estão desocupados. Seis guichês de migração não têm uso. Esteiras e raio-X de bagagem estão parados. O ar condicionado está desligado, apesar do calor de mais de 35ºC. O elevador também. O toque dos sapatos no chão faz eco.

Tudo está muito limpo, como se fosse uma infraestrutura prestes a debutar. Mas essa cena já dura três anos. Inaugurado em dezembro de 2014, o espaço foi projetado e construído pela Odebrecht, com um empréstimo de US$ 125 milhões (R$ 404 milhões na cotação atual) do BNDES, para ser o segundo maior de Moçambique - só fica atrás do de Maputo, a capital. No entanto, continua a amargar a posição de aeroporto menos movimentado do país - e um dos menos usados em toda a África. Ler mais (BBC – Brasil) 

sábado, novembro 25, 2017

Um comunismo sem comunistas é possível?

Em 2009, Destino Maló, um compatriota que também vive na Suécia há décadas me chamou atenção dizendo que a Suécia com a sua política de bem-estar tinha alcançado o comunismo que almejavamos em Moçambique. Ele não estaria certo? O interessante é que precisamente em 1917 a maioria dos suecos recusou-se a aliar-se à revolução russa que levou a Rússia ao dito comunismo.
Ora, no dia 6 do corrente mês perdi chaves na foto num comboio. No dia 16, és que uma polícia duma outra polícia liga para mim para informar que havia recebido as minhas chaves dos serviços dos caminhos de ferro e enviariam para o comando polícial mais próximo. Assim que este comando da polícia próximo da minha residência enviou-me uma notificação e já tenho as chaves.  
É possível alcançar um bem-estar sem muito baralho. Em Moçambique sou por aqueles que lutam no máximo para dar ambulâncias, centros de saúde, edifícios escolares, entre outros bens que beneficiam inclusivamente aos pobres. Investir em recursos humanos e assim alcançaremos a justiça social.


Um comunismo sem comunistas é possível?

José Maria Neves: “A boa governação é um recurso mais valioso do que o petróleo”

O antigo Primeiro-Ministro da República de Cabo Verde, José Maria Neves, recomenda o exercício da boa governação, através da solidificação das instituições do Estado, para o rápido crescimento sócio-económico dos países africanos.
O ex-governante cabo-verdiano considera que uma governação bem estruturada e que permita o debate livre de ideias e o reforço da cidadania “tem ainda mais valor do que os ricos recursos naturais de que o continente africano dispõe”.
Maria Neves falava esta sexta-feira, no último dia do Fórum Económico e Social de Moçambique, MOZEFO 2017, no painel subordinado ao tema “As Instituições Públicas como Pilares de Desenvolvimento”, e dividiu as organizações estatais em dois grupos.
“Existem instituições económicas extractivas. Estas fracassam a economia e explicam a estagnação da pobreza no continente. É preciso torná-las inclusivas, para que se tornem factores de crescimento”, referiu.
O antigo dirigente apontou o exemplo de Cabo-Verde para elucidar que é possível promover o desenvolvimento de um país, tendo como único recurso o capital humano.
“Apostamos no desenvolvimento das instituições e hoje somos um país de rendimento médio, mas os únicos recursos minerais existentes no arquipélago são o sol, o mar e o vento”, jubilou.
José Maria Neves referiu, igualmente, que uma governação sólida é a base para o alcance dos objectivos de desenvolvimento do milénio.
“Em 42 anos erradicamos o analfabetismo, e 100% das mulheres grávidas no país têm partos institucionais. Cabo-Verde deixou de ser um país encurvado, para ser um país sólido”, realçou. (António Monjane)

Fonte: Notícias Sapo – 24.11.2017


Filósofo Severino Ngoenha alerta para as “revindicações pseudo-identitárias” em Moçambique

"Neste momento estamos num país em tréguas e não em paz. As negociações são feitas por apenas duas partes, mas o problema em causa é de todos nós", afirmou académico, que sugere que se convoquem estados gerais para encontrar uma solução definitiva para a crise política no país... Façamos um debate mais amplo. É preciso dar espaço a todos, porque as opiniões de todos" podem levar a "um equilíbrio", 

Fonte: Lusa- 24.11.2017

sexta-feira, novembro 24, 2017

Filósofo Severino Ngoenha alerta para as “revindicações pseudo-identitárias” em Moçambique

O filósofo Severino Ngoenha alertou hoje para o surgimento de reivindicações "pseudo-identitárias" ligadas à disponibilidade de recursos, considerando os incidentes de Mocímboa da Praia como um aviso.
"Hoje, começam a nascer revindicações pseudo-identitárias ligadas à disponibilidade dos recursos minerais no nosso território", declarou o reitor da Universidade Técnica de Moçambique.
Severino Ngoenha falava durante o último dia do Fórum MOZEFO, ciclo de conferências promovido pelo grupo de comunicação social Soico.
Para Ngoenha, os incidentes de Mocímboa da Praia, Norte de Moçambique, em Outubro, em que um grupo armado atacou postos policiais, resultando em mortes dos dois lados, revelam a ameaça da intolerância religiosa e expõem a debilidade de uma sociedade que deve repensar o seu conceito de identidade.

quinta-feira, novembro 23, 2017

Manuel de Araújo irritado com o silêncio no esclarecimento de assassinatos de políticos

As autoridades moçambicanas, apesar de promessas de investigação, pouco divulgam sobre as razões de assassinatos de políticos e defensores de direitos humanos, que os analistas dizem ser levadas a cabo por esquadrões da morte criadas para silenciar vozes críticas.
Este partido [Frelimo] deveria usar a sua maioria parlamentar para votar o retorno do monopartidarismo, uma vez que rejeita a democracia.

Fonte: Voz da América – 23.11.2017

PR exonera Alberto Nkutumula e Nyeleti Mondlane

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, exonerou, hoje, Alberto Hawa Januário Nkutumula do cargo de Ministro da Juventude e Desportos.
O Presidente exonerou igualmente Nyeleti Brooke Mondlane do cargo de Vice-Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.
Nyusi nomeou Nyeleti Brooke Mondlane para o cargo de Ministra da Juventude e Desportos e Júlio José Parruque para o cargo de Governador da província de Cabo Delgado. 
Fonte: O País – 23.11.2017

quarta-feira, novembro 22, 2017

Laura Chinchilla: A chave para empregabilidade é a educação

A antiga Presidente da República da Costa Rica, Laura Chinchilla, defende que a chave para a geração de empregos, crescimento e desenvolvimento de um país é a educação. A antiga governante buscou o exemplo do seu país que era uma nação pobre, mas alterou o cenário através da aposta na educação a todos os níveis.
A Costa Rica é um país que detém recursos naturais como o gás e o petróleo, mas a nação, segundo Chincilla, optou por não explorá-los.

“A Costa Rica era um país muito pobre há 50 anos, mas decidimos apostar na educação, somos um país rico em hidrocarbonetos, mas não os exploramos, optamos por investir no capital humano. E esta foi a melhor decisão que tomamos. A chave para maior empregabilidade é a educação, educação e educação. Não há outra chave para este desafio”.

“A maior de riqueza de qualquer país é a seu povo. Devemos garantir que a educação possa gerar riqueza. É muito importante investir nas pessoas se quisermos gerar riqueza. Petróleo e gás por si só não geram riqueza. É importante que 100 por cento das crianças tenham, educação primária, os adolescentes e os adultos também tenham educação”,

“O que falta nos países africanos é a aposta na educação, apostar no seu povo, para que todas as riquezas que são dadas pela natureza possam gerar riqueza. Todas as crianças nascem iguais com as mesmas potencialidades. Deve se investir na educação logo que a criança nasça, porque só assim vemos quais são as potencialidades das crianças. Os países africanos devem o fazer, para garantir uma geração capaz de gerar riquezas, transformar os recursos naturais em desenvolvimento para todos”, concluiu Laura Chinchilla.

Fonte: O País – 22.11.2017

Inicia amanhã submissão de candidaturas às intercalares em Nampula

Este processo iniciou no dia 15 deste mês e, até ontem, já se tinham inscrito cinco formações políticas. Trata-se de Renamo, o maior partido de oposição, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a Frelimo, o Ecologista Movimento Terra e o Partido Humanitário de Moçambique (Pahumo).
“Neste momento, a inscrição é apenas dos partidos políticos, como proponentes, e a partir de quinta-feira inicia o processo de apresentação das candidaturas, que vai prolongar-se até 7 de Dezembro”, esclareceu o coordenador da Comissão de Assuntos Legais e Deontológicos da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Rodrigues Timba, citado pela AIM, a agência estatal.

DUAS PLANTAS MEDICINAIS REFORÇAM COMBATE À MALÁRIA

Duas das cinco plantas largamente usadas por algumas comunidades da província meridional moçambicana de Maputo, para o tratamento da malária, acabam de ser aprovadas em laboratório nacional e independente, da Faculdade de Farmácia, na Universidade de Lisboa, em Portugal, como sendo eficientes para eliminar o plasmodium, parasita que causa a malária.
Trata-se de Terminalia sericea, conhecida por nkonola, na província de Maputo, e peltophorum africanum, designado machuvana, cuja conclusão resultou do trabalho desencadeado pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento em Etnobotânica (CIDE), localizado na Namaacha, e que foi confirmada em Setembro.
Foram, no total, cinco espécies estudadas localmente, mas o nosso estudo não era suficiente. Tínhamos de ter contra-prova num laboratório independente. Assim, um nosso estudante de pós-graduação levou as cinco plantas para a Faculdade de Farmácia, na Universidade de Lisboa, e destas duas foram confirmadas como tendo propriedades para eliminar o plasmodium, disse ao Notícias o director-geral do CIDE, António Tembue.
Segundo Tembue, o passo a seguir é determinar o princípio activo destas duas plantas, de modo a se produzir comprimidos, xarope ou outra substância. Mas isso passa por uma série de testes, de modo a definir as quantidades, quer em menores, quer em adultos, acautelou.
Tembue precisa que para se ter os comprimidos tudo passa pelos protocolos que são aprovados na ética da biomédica. Entretanto, apraz-nos o facto de termos visto num laboratório e confirmado que o que a população usa e que recolhemos para testes realmente mata o plasmodium, sublinhou.

In AIM – 22.11.2017

JOSÉ MARIA NEVES: POLÍTICA DE INCLUSÃO NA ORIGEM DO SUCESSO DE CABO VERDE

O respeito à divergência de ideias e a inclusão política e social estão entre as chaves para o sucesso de uma boa governação, segundo o antigo primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves.
O país [Cabo Verde] era improvável, devido, entre outros factores, a falta de recursos naturais para lançar e impulsionar o país na esfera do desenvolvimento. Entretanto, através da aposta forte na inclusão social, estabilidade social, política e económica, bem como a determinação dos dirigentes com o bem comum, Cabo Verde passou de um país improvável, para uma nação de referência em matérias de boa governação. 
“Para uma boa governação, é preciso que haja bom governo, um executivo capaz de governar pela discussão porque a unanimidade é burra. Deve-se ser radicalmente inclusivo e respeitar a oposição, porque em democracia o poder não é eterno”, 

In AIM – 22.11.2017

terça-feira, novembro 21, 2017

Com Nyusi a Governação está pior em Moçambique, segundo índice Mo Ibrahim

Apesar de todo o benefício da dúvida que os moçambicanos, académicos e sociedade civil incluídos, têm dado ao Presidente Filipe Nyusi a sua governação não está a ser melhor do que a do seu antecessor. No índice de Governação Africana(IIAG) de 2017, Moçambique caiu duas posições, “com a aceleração do declínio nos últimos cinco anos, a uma taxa média anual de -0,45”.
A evidente degradação da governação de Filipe Jacinto Nyusi ao longo destes dois anos em que é Presidente de Moçambique também aparece refletida nas avaliações internacionais. Depois de mau desempenho no Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, da regressão no ranking de Competitividade do Fórum Económico Mundial, de mais uma queda no Doing Business do Banco Mundial o nosso país também regrediu no índice Ibrahim de Governação Africana, publicado nesta segunda-feira(20) pela Fundação Mo Ibrahim, em clara contra-mão da trajectória da Governação Global do continente que continua, em média, positiva. Ler mais (@Verdade, 21.11.2017)

OTM repudia proposta do corte no 13º salário

Organização dos Trabalhadores Moçambicanos - Central Sindical (OTM-CS) repudia as declarações do presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Agostinho Vuma, nas quais o mesmo incentiva o Governo a não pagar o 13º salário e a congelar o aumento salarial e as progressões nas carreiras, em 2018.
A Organização dos Trabalhadores Moçambicanos ameaça ir a rua e manifestar-se se a decisão for aceite.

Fonte: O País – 21.11.2017

JORNAL DA NOITE 21 11 2017

STV EnsinoPrimario Tomaz Salomão 18 11 2017



...o problema da fraca qualidade no ensino primário resolve-se investindo não só em infra-estruturas, mas também em professores. Tomaz Salomão não vê razões para que não hajam investimentos no primário e diz mesmo que o argumento de falta de dinheiro não procede. “É preciso pensarmos como país, como nação...

...Tomaz Salomão diz mesmo que das coisas mais fáceis em Moçambique é criar uma universidade, pois qualquer pessoa pensa é capaz. “Não tem biblioteca, não tem laboratórios, mas acima de tudo onde estão os professores. Esquecemo-nos de que nós estamos a formar pessoas não só para servir o país, mas também para competir na região, no continente e no mundo. Outro dia o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior perguntava-me assim: ‘eu fui visitar algumas universidades e encontrei isto. Agora estou com dilema se mando fechar ou não’. Eu disse senhor ministro, fecha! Se quer saber da minha opinião, fecha”... (Emídio Baule, O País, 20.11.2017)

Mugabe renuncia o cargo

O histórico líder do partido ZANU-PF, e Presidente do Zimbabwe desde 1980, Robert Mugabe, resignou o cargo de Chefe do Estado, disse o Porta-voz do parlamento Jacob Mudenda, de acordo com a BBC.
O anúncio de Robert Mugabe acontece numa altura em que o parlamento zimbabweano debate a moção de impeachment ao presidente de que deixa o cargo aos 93 anos de idade.

Fonte: O País – 21.11.2017

segunda-feira, novembro 20, 2017

Renamo e MDM denunciam alegadas irregularidades do STAE na Beira

Os dois maiores partidos da oposição e com assento no parlamento, nomeadamente a Renamo e o MDM, convocaram, hoje, a imprensa, separadamente, com o propósito de denunciar supostas irregularidades cometidas pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) ao nível da cidade da Beira,  realativamente ao mapeamento dos postos de recenseamento eleitoral para as eleicões autárquicas de 2018.
Os dois partidos alegam que o STAE está a criar novos postos sem observar a lei e os mesmos irão funcionar separados há menos de um km e próximos de unidades militares, policiais e das sedes do partido Frelimo, em detrimento dos que sempre existiram.
A Renamo e o MDM garantiram ainda que apesar de estarem representantes nos órgãos eleitorais na Beira, não foram consultados para os novos mapeamentos e exigem que se mantenham os postos já existentes e em caso de necessidade, que outros  sejam acrescentados com base do crescimento populacional e da lei.
O STAE em Sofala reagiu às acusações da Renamo e do MDM explicando que a criação  de novos postos é da competência exclusiva da Comissão Provincial de Eleições, sob proposta das Comissões Distritais de Eleições. Acrescenta ainda tratar-se apenas de propostas.
Na última sexta-feira, estava agendada uma sessão ao nível da Comissão de Eleições da cidade da Beira para a aprovação dos postos.
Fonte: O País – 20.11.2017

Destituído da liderança da ZANU-PF, Mugabe não se demite e anuncia que vai presidir a transição

Destituído da presidência da União Nacional Africana de Zimbabwe-Frente Patriótico (ZANU-PF), Robert Mugabe não anunciou a sua saída da presidência do Zimbabwe num comunicado ao país transmitido pela televisão estatal neste domingo(19), como era esperado, e afirmou que vai presidir o processo de transição no país vizinho de Moçambique.

In @Verdade – 20.11.2017

JORNAL DA NOITE: Tomaz Salomão sobre a tensão política no Zimbabwe



E porque não se pode falar da democracia sem boa governação, Tomaz Salomão disse que a tensão política em curso no Zimbabwe resulta do problema de governação. “É aquilo que leva as pessoas a dizerem que ‘esses africanos são todos iguais’. Problema de governação. Quando a Constituição diz que deve ficar dois mandatos, amigo, fica dois e deixa o outro vir. Não há nenhum problema, porque o Estado vai tomar conta de ti”.

domingo, novembro 19, 2017

Leis das Autarquias


1. Lei 2/1997 - Autarquias de 18 de Fevereiro de 1997

2 Lei 15/2007 de 27 de Julho 2007

3. Lei 7/2013 de 22 de Fevereiro de 2013

Expulsos da Zanu-PF

O Comité Central da Zanu-PF destituiu Robert Mugabe como Presidente do partido e expulsou a sua mulher, Grace Mugabe bem como dois dos ministros mais próximos de Robert Mugabe, os da Educação Superior, Jonathan Moyo, e o das Finanças, Ignatius Chombo. 

Fonte: Deutsche Welle, 19.11.2017

Mugabe afastado da liderança do partido

Vice-presidente Emmerson Mnangagwa será o sucessor do MugabeRobert Mugabe foi, hoje, afastado da liderança do ZANU-PF e substituído por Emmerson Mnangagwa, durante uma reunião extraordinária do partido, disse à Reuters um dos participantes, citado pelo Diário de Notícias.
O exército assumiu o controlo do Zimbabwe apoiando Emmerson Mnangagwa, o vice-Presidente demitido na última semana pelo chefe de Estado, na sequência de uma intensa campanha da sua mulher, Grace Mugabe, a qual também foi agora afastada do partido.
A influente Liga dos Jovens da ZANU-PF pedira a Robert Mugabe que se demitisse do cargo de Presidente e exigira a "expulsão" de Grace Mugabe do partido no poder no Zimbabwe desde a independência, em 1980.

Fonte: O País – 19.11.2017 

Liga da Juventude da Zanu-PF "exige" a expulsão da Grace Mugabe

"Exigimos a expulsão, mais do que nunca da senhora (Grace) Mugabe da Zanu-PF e exigimos do presidente Mugabe que se demita do seu posto do presidente e primeiro secretário do partido e as funções do Presidente da República do Zimbabwe", Liga da Juventude da Zanu-PF (Angop – 19.11.2017)

sábado, novembro 18, 2017

Frelimo tem um slogan que é “Um amigo, um camarada”

Isto dito pelo 1° Secretário Provincial da Zambézia, Paulino Lenço.
Ora, é para frelimizar as amizades dos mocambicanos? Essa gente ria-se de Tocova que dizia que nunca teria relacão com uma "camarada", mas é pior que o Manuel Francisco Tocova. Se calhar era por Tocova saber das artimanhas da Frelimo que ele disse aquilo.

Este slogan não fortalece aquilo que assistimos que é evitar amizades com pessoas de outras cores partidárias? Como fico eu com todos os meus familiares e amigos membros e simpatizantes da Frelimo já que em nenhum momento aceitarei ser confundido de membro da Frelimo? 

Zimbabwe: Milhares de pessoas protestam contra Mugabe

Milhares de pessoas tomaram as ruas das principais cidades do Zimbabwe este sábado para exigir a renúncia do presidente, Robert Mugabe, que pode estar a viver seus últimos dias no cargo após 37 anos no poder depois que os militares tomaram o controlo do país, informou a Agência EFE.

Tanto na capital do país, Harare, como na segunda maior cidade, Bulawayo, os bairros centrais se encheram de cidadãos com bandeiras zimbabueanas e cartazes com mensagens como "Mugabe, saia agora" e "O Zimbabwe não é uma empresa privada, Mugabe deve renunciar".
As manifestações foram convocadas por mais de uma centena de organizações civis, a união sindical e a influente associação de veteranos de guerra, e contam com o apoio das forças armadas, que controlam o país de fato desde a última terça-feira.
As chamadas "marchas da solidariedade" expressam seu apoio à intervenção militar contra o governo de Mugabe, e nelas é possível ver cartazes com a imagem do chefe do exército, Constantine Chiwenga, junto com a inscrição "a voz do povo".

sexta-feira, novembro 17, 2017

Sobre os acontecimentos no Zimbabwe

No meu ponto de vista, o que está a acontecer no Zimbabwe é bom e podia ser uma lição (modelo) para toda África. Pode ser que os militares fizeram tudo sem contar com o resultado final e nem Mugabe não tenha contado com o que possa acontecer no Zimbabwe nos próximos anos.

1. Pode ser que estes acontecimentos melhorem  a democracia interna no ZANU-PF mais do que se o
Emmerson Mnangagwa  ou a Grace Mugabe fossem indicados por um único homem – Robert Mugabe. Não julgo haver dúvidas que o sucessor de Mugabe será escolhido pelos militares veternanos, mas os zimbabweanos não reagirá doutra forma quando estes tiverem a oportunidade soberana ?
2. Pode ser que estes acontecimentos venham a abrir muito mais a consciência dos zimbabweanos, assumindo que só eles podem fazer mudanças no Zimbabwe e é pelos votos. Tenho dificuldades de acreditar que os que festejavam nas ruas, aquilo que me fez lembrar o golpe de Estado  em Portugal, era por prisão domiciliária do Presidente Mugabe por algumas horas.

3. O problema do clássico golpe de estado em África é de muitas vezes eliminar a democracia ou o processo democrático. Os militares por mais que digam que é para restaurar a democracia, sempre vêm com um período de transição que lhes permite formar um partido e abocanhar o poder para “sempre.”

Patrões moçambicanos defendem congelamento de aumentos salariais e do 13.º mês

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior associação patronal do país, propôs hoje ao Governo moçambicano o congelamento em 2018 do aumento nos ordenados e do 13.º mês, visando atenuar o desequilíbrio das contas públicas.
A CTA defendeu um pacote de medidas a serem seguidas pelo executivo no próximo ano, durante o V Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios no país.
"Na perspectiva da austeridade da despesa pública, precisamos de ir a fundo nas reformas, para enfrentar os desequilíbrios, introduzindo medidas como o congelamento dos aumentos salariais em 2018 e suspendendo o 13.º mês", declarou o presidente da CTA, Agostinho Vuma.

Exército anuncia detenções de pessoas próximas de Mugabe

O exército do Zimbabwe, que controla a capital Harare, anunciou, hoje, que deteve pessoas próximas do Presidente, Robert Mugabe, e congratulou-se pelos "progressos significativos" da sua operação de purga no seio do partido no poder, o Zanu-PF, avança o Notícias ao Minuto.

"Queremos informar à nação de que progressos significativos foram alcançados no âmbito da nossa operação. Detivemos vários criminosos, enquanto outros continuam em fuga", disse o exército num comunicado publicado no jornal estatal The Herald.
Robert Mugabe e as forças armadas tiveram, ontem, uma reunião na sede da Presidência, com a mediação de um sacerdote e enviados do Governo da África do Sul. Ler mais (O País – 18.11.2017)

quinta-feira, novembro 16, 2017

Manuel de Araújo quer comissão de inquérito para assassinatos de políticos

O edil de Quelimane considera que os assassinatos são uma "estratégia" de "antigos militares" ligados à FRELIMO que visa eliminar fisicamente alguns políticos e afetar a imagem do Movimento Democrático de Moçambique.

Manuel de Araújo, membro do MDM, a segunda maior força da oposição, falou à DW África sobre a onda de assassinatos em Moçambique. O edil da cidade de Quelimane, que se mostrou revoltado, acusa o Governo, Parlamento e até mesmo os parceiros de cooperação de nada fazerem para parar esse fenómeno. 


DW África: Sente-se ameaçado com a onda de assassinatos de políticos?

Manuel de Araújo (MA): Sinto-me preocupado, porque a atuação dos esquadrões da morte tem trazido grandes preocupações em termos de segurança, não só para o cidadão Manuel de Araújo, mas para qualquer pessoa que ame Moçambique. E afugenta os investimentos estrangeiros, se se lembra da questão dos raptos em que muitos moçambicanos acabaram tirando o seu dinheiro de Moçambique e isso afeta bastante o desempenho da economia nacional. E agora temos este fenómenos dos assassinatos seletivos por parte dos esquadrões da morte. O que me preocupa é que nem o Governo de Moçambique, nem a Assembleia da República e muito menos os parceiros de cooperação estão a levar a sério esta atuação dos esquadrões da morte. O normal era já terem avançado com uma comissão de inquérito da parte do Governo, da parte do Parlamento e uma comissão da parte da comunidade internacional porque em Moçambique a nossa Constituição diz que não há pena de morte. Portanto, ninguém tem o direito de tirar a vida a outro. Eles querem recuperar os municípios, mas como sabem que por via popular não vão conseguir, então optam por outras vias, o assassinato das pessoas. Isto não é novo. E na FRELIMO é cultura, desde 1962. Eu tenho a lista de todos os que foram assassinados desde essa altura, como forma de resolver problemas. Portanto, a estratégia de usar a violência e assassinatos para resolver conflitos internos, dentro da FRELIMO, tem barbas brancas desde que a FRELIMO foi criada. Sempre houve assassinatos, até ao último dia 4 de outubro deste ano, em que foi assassinado Mahamudo Amurane.  Ler mais (Deutsche Welle – 16.11.2017)

Robert Mugabe recusa-se a abandonar o poder

Fonte dos serviços secretos do Zimbabwe disse à Reuters, citada pelo Expresso, que o ainda Presidente Robert Mugabe, impedido de sair de casa pelos militares, não quer deixar o cargo voluntariamente e recusou a mediação de um padre católico, único meio de contacto com os generais.
Ainda de acordo com o Expresso, conta a Reuters, citando uma fonte política, que o padre Fidelis Mukonori constitui nesta altura o único elo de ligação entre Mugabe e os generais que numa declaração transmitida pela televisão justificaram o assalto ao poder com a necessidade de capturar “criminosos” próximos do chefe de Estado, “que estão a causar sofrimento económico e social no país”.
Relatórios dos serviços secretos a que a Reuters teve acesso sugerem que o antigo chefe da segurança e vice-Presidente, Emmerson Mnangagwa, cuja demissão foi anunciada na segunda-feira, dia 6, será o arquiteto do golpe que começou a ser desenhado há mais de um ano.

segunda-feira, novembro 13, 2017

@Verdade Editorial: Não percamos o foco

Quando, há poucas semanas, assistimos ao Tribunal Judicial da Cidade de Nampula a condenar Manuel Tocova, edil interino de Nampula, pelo crime de desobediência, a reacção de todos foi de espanto e indignação. Sucede que, na história da Justiça moçambicana, não há registo de celeridade de um processo, à semelhança do que aconteceu com Tocova. Aliás, é sempre assim quando se trata de casos envolvendo indivíduos que não estão ligados ao partido no poder.
Foi impressionante a forma como os órgãos da justiça a nível de Nampula se desdobraram para condenar o edil interino acusado de recusar-se a fornecer documentos sobre exoneração de vereadores solicitados pelo Ministério Público. Ainda nesta semana, as notícias dando conta da prisão de Tocova, acusado de porte ilegal de arma de fogo, voltaram a causar espanto. É por demais evidente que a nossa Justiça anda enviesada e está ao serviço do regime da Frelimo para distrair o povo moçambicano dos reais problemas que preocupam a nação.

domingo, novembro 12, 2017

Assembleia de Nampula discute sucessão de Tocova

A Assembleia Municipal de Nampula reune-se segunda-feira em sessão extraordinária para eleger um novo presidente na sequência de uma carta na qual Manuel Tocova renuncia ao cargo de presidente do órgão, que vinha ocupando desde Fevereiro de 2014, informa AIM.

De acordo com fontes do “Diário de Moçambique”, citado pela AIM, Manuel Tocova submeteu à Assembleia Municipal de Nampula uma carta renunciando ao cargo.

Por força desta carta, na manhã de sexta-feira teve lugar na Assembleia Municipal local, uma reunião que visava concertar posições e marcação de uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira.

Na reunião, os 45 membros da Assembleia Municipal de Nampula vão eleger um novo presidente do órgão, significando deste modo que, independentemente de Tocova estar em liberdade, não mais voltará a exercer o cargo.

sábado, novembro 11, 2017

Candidaturas à eleição em Nampula arrancam em Dezembro

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) marcou para 2 a 16 de Dezembro de 2017 o período para apresentação de candidaturas para a eleição intercalar no município de Nampula.
O processo de divulgação das assembleias de voto irá até 25 dias antes da realização do sufrágio
Com o anúncio, há dias, de 24 de Janeiro de 2018 como data da realização das intercalares em Nampula, Paulo Cuinica reforçou que estão abertas as candidaturas a observadores, tanto nacionais como estrangeiros, e apelou aos interessados a que o fizessem a tempo.

Fonte: O País – 10.11.2017

Roque Silva, SG da Frelimo, tentando lubibriar aos munícipes de Nampula

É verdade que membros da Frelimo não andam com armas ilegais? Membros da Frelimo não alugam armas? Membros da Frelimo não matam os irmãos, membros da Frelimo condenam os que matam outros? Ver aqui.
De que Frelimo esse secretário-geral da Frelimo fala?Quantos em Moçambique choram por aqueles mortos por membros da Frelimo?

Se os erros discursivos de Manuel Tocova podem ser considerados pessoais e não partidários (com excepto de o Sg do MDM não ter mostrado indignação quando ele falou contra mulheres da Frelimo), será que é o mesmo com os do Roque Silva, Secretário-geral da Frelimo, partido que semeiou e semeia muito luto em Moçambique? De quem são os esquadrões da morte em Moçambique? 


Município de Nampula terá comissão de gestão até as intercalares

E depois da detenção do edil interino de Nampula, por posse ilegal de arma, Namashulua diz que a solução será a indicação de uma comissão de gestão do Município, até à eleição intercalar, agenda para 24 de Janeiro de 2018.
O edil interino de Nampula está detido desde quarta-feira. No cargo substituía o presidente do Conselho Municipal eleito, Mahamudo Amurane, assassinado a 4 de Outubro.

Fonte: O País – 10.11.2017

quinta-feira, novembro 09, 2017

Concordo com Bayano Valy

“Hoje os dois grupos de vereadores compareceram no edifício sede do município onde houve exaltação de ânimos. ..Parte do património do município está em lugar incerto. Além disso, não há, durante este período, controlo  das receitas de diferentes serviços.” In O País – 09.11.2017

Concordo com o Bayano Valy. Todos querem COMER ali e todos ou pelo menos na sua maioria são filhos do mesmo “pai”, o MDM. Portanto, o MDM tem que assumir a responsabilidade de gerir ESTE conflito entre seus membros. Simples.
P.S. Nisto aqui NÃO há nada de normal. VEREADORES são equiparados a MINISTROS. Imaginem, imaginem. Isto não se trata de um caso de funcionários simples. Para mim, o normal seria pedido de demissões ou recusa da nomeação.

Os premiados

Se a Fernanda Moçambique foi premiada por esconder votos no sutiã para eliminar o MDM num município pequeno como Gurue, como não se premiaria quem em 2009 conseguiu travar os avanços do MDM em maioriores círculos eleitorais como Nampula e Zambézia?

terça-feira, novembro 07, 2017

Ministério da Justiça e FBI investigam bancos envolvidos nas "dívidas secretas" de Moçambique

Investigadores querem saber se houve corrupção por parte de funionários moçambicano

O Ministério de Justiça dos Estados Unidos e o FBI, a polícia de investigação, estão a investigar os três bancos internacionais que estiveram envolvidos no caso das chamadas “dívidas secretas” de Moçambique
A investigação sobre os dois mil milhões de dólares cedidos pelo credor suíço Credit Suisse Group, o banco russo VTB Group e o banco Francês Paribas SA está na fase de inquérito, revelaram ao Walt Street Journal fontes bem informadas.
Os investigadores querem saber se os bancos em causa “facilitaram a corrupção de funcionários moçambicanos”
Os advogados da divisão especializada em lavagem de dinheiro e recuperação de activos do Ministério de Justiça reuniram-se no Verão com investidores que tinham vendidos títulos moçambicanos e solicitaram documentos e comunicações trocadas com os bancos.
Os funcionários do Ministério também se encontraram com os banqueiros e advogados do Credit Suisse e VTB, com sede em Londres, onde os negócios foram feito, para discutir as transações e as negociações com investidores e Moçambique, indicaram ao WST as mesmas fontes.
Recorde-se que em Abril de 2016, nas reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional em Washington o ministro das finanças de Moçambique admitiu que o Governo de Armando Guebuza contraiu empréstimos sem informar o Parlamento e os parceiros que, depois, vieram a confirmar rondar os dois mil milhões de dólares.
O FMI, o Banco Mundial e vários parceiros de Moçambique suspenderam a ajuda orçamental ao país e, mesmo depois da realização de uma auditoria internacional,não retomaram a ajuda.

Fonte: Voz da América – 06.11.2017

DAVIZ SIMANGO REAFIRMA REALIZAÇÃO DO CONGRESSO DO MDM EM NAMPULA

Na Zambézia, o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango, reafirmou a realização em Nampula do segundo Congresso desta formação política.
Falando num comíco, Daviz Simango afirmou que o assassinato de Mahamudo Amurane, então Edil de Nampula, não vai impedir a realização do Congresso naquele ponto do país.
“Os nossos congressos realizam-se de cinco em cinco anos. Agora vamos fazer o segundo Congresso“ –disse o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango. 

Fonte: Rádio Moçambique – 07.11.2017

Intercalares em Nampula agendadas para 24 de Janeiro

O Conselho de Ministros fixou o dia 24 de Janeiro para a realização das eleições intercalares em Nampula. 

Nampula ficou sem o seu edil no passado quatro de Outubro, quando Mahamudo Amurane foi baleado mortalmente. 

Fonte: O País – 07.11.2017

Tocova muda de versão sobre seu paradeiro

Manuel Tocova, presidente interino do Município de Nampula, contradiz-se sobre o seu paradeiro e afirma não estar em parte incerta, como avançara ontem à Stv.
Tocova afirmou que estava a ser ameaçado de morte e detenção por parte de desconhecidos que o acusam de ter assassinado o edil de Nampula. O presidente interino do Município de Nampula acrescentou ainda que faziam de tudo para sujar o seu nome alegadamente por pensarem que seria candidato nas eleições intercalares.
Entretanto, hoje tem outro discurso e outros culpados. Falando à rádio pública, Tocova acusou certas pessoas de pretenderem fazer passar a imagem de Nampula como uma cidade sem Governo, e referiu que estava fora da cidade pura e simplesmente para tratar de assuntos familiares.
Na mesma ocasião, Tocova reafirmou que não tinha cometido erro algum ao nomear administradores e vereadores apesar de ter sido condenado pelo tribunal.

Fonte: O País – 07.11.2017

VICE-PRESIDENTE DO ZIMBABWE FOI DEMITIDO

O vice-presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, foi demitido, anunciou, esta segunda-feira, o ministro da Informação, Simon Khaya Moyo.
"O excelentíssimo Presidente Mugabe exerceu o seu poder para exonerar, com efeito imediato, o honorável vice-presidente Mnangagwa das suas funções de vice-presidente da República do Zimbabué", disse Khaya Moyo aos jornalistas, em Harare.
Emmerson Mnangagwa, de 75 anos, apelidado de "crocodilo", tem sido criticado nas últimas semanas por pessoas próximas ao Presidente Mugabe, incluindo a primeira-dama, Grace Mugabe, que o censurou por ter fingido ter sido vítima de uma tentativa de envenenamento em Agosto passado.
Os apoiantes do vice-presidente do Zimbabwe sugeriram, na altura, que a culpada da alegada tentativa de envenenamento seria a Primeira-dama, que desmentiu as alegações.
O ministro da Informação acrescentou que "ficou claro" que o comportamento de Emmerson Mnangagwa "durante o exercício das suas funções se tornou incoerente com as suas responsabilidades oficiais".
"O vice-presidente apresentou sistemática e constantemente falta de lealdade, desrespeito, desonestidade e falta de seriedade", explicou.
A sua demissão ocorre numa altura em que a guerra pela sucessão do Presidente de 93 anos se intensifica, apesar de Mugabe já ter anunciado que se candidatará a um novo mandato em 2018.

Fonte: Notícias a Minuto, in Rádio Moçambique – 07.11.2017

segunda-feira, novembro 06, 2017

PR defende austeridade nos órgãos do Estado

Manuel Tocova, edil interino de Nampula, encontra-se desde a manhã de hoje “em parte incerta”. Em contacto telefónico com a nossa reportagem, Tocova explicou que preferiu sair da circulação porque está a ser vítima de uma armadilha.
“Levaram um indivíduo, que dizem ter sido pago por mim, 50 mil meticais, para assassinar Mahamudo Amurane” explicou.
Tocova explica que tudo começou no sábado, quando indivíduos armados entraram na sua casa e ameaçaram o seu guarda. No mesmo dia, acrescenta, os mesmos indivíduos foram ao encontro do vereador da Polícia Municipal e revistaram o carro, pensando que ele (Tocova) se encontrava lá. Ao que tudo indica, de acordo com Manuel Tocova, o vereador reconheceu os indivíduos, que são da polícia. Ler mais (O País – 06.11.2017)

Nampula em colapso? Não vejo a situação de ânimo leve

Eu sei que muitos não vêem a situação do Município de Nampula como a vejo, não lhes preocupam como me preocupa. Mas como isto não preocupa a muitos se move todo o país? Se se confirma que o presidente interino encontra-se fugitivo, a questão é de como vai a gestão daquele município ainda que estamos num país onde quando um camião carregando qualquer produto se avaria “toda” a gente corre não para socorrer mas para tirar (pilhar) o que lá resta?
No caso de Nampula alguém está convencido de haver gente santa que desde aquela hora que se deu a conhecer o assassinato do edil não agiu que nem Caphirizhange, em Tete, onde toda gente correu para tirar combustível ou aqueles que na via de Nelspruit sairam dos seus carros luxuosos para retirarem para si bebidas de um carro acidentado?
A grande questão é de quem vai responder do que eventualmente tenha sido ou esteja a ser roubado em Nampula?

Não estará a cidade de Nampula a retroceder ao estado de há algumas décadas? Como se restaurará aquela cidade? Não está em total colapso? Eu não vejo a situação de ânimo leve.

Manuel Tocova em fuga e deixa Nampula sem liderança

Manuel Tocova, edil interino de Nampula, encontra-se desde a manhã de hoje “em parte incerta”. Em contacto telefónico com a nossa reportagem, Tocova explicou que preferiu sair da circulação porque está a ser vítima de uma armadilha.
“Levaram um indivíduo, que dizem ter sido pago por mim, 50 mil meticais, para assassinar Mahamudo Amurane” explicou.
Tocova explica que tudo começou no sábado, quando indivíduos armados entraram na sua casa e ameaçaram o seu guarda. No mesmo dia, acrescenta, os mesmos indivíduos foram ao encontro do vereador da Polícia Municipal e revistaram o carro, pensando que ele (Tocova) se encontrava lá. Ao que tudo indica, de acordo com Manuel Tocova, o vereador reconheceu os indivíduos, que são da polícia. Ler mais (O País – 06.11.2017)

Moçambique: Revolta e manipulação na origem dos ataques em Mocímboa da Praia

Analistas moçambicanos consideram que revolta de populações rurais e manipulação interna e externa podem ter levado a ataques armados à polícia em Mocímboa da Praia e de outros tumultos no país, no último mês.
Todo o cenário "faz parte de uma situação de crise social" em que "as populações rurais" de diferentes pontos "estão a responder, a atacar um Estado que elas pensam que não lhes está a servir", refere o historiador Yussuf Adam, pesquisador desde a década de 70 na província de Cabo Delgado.
O ataque a Mocímboa insere-se no mesmo quadro, defende, apesar das culpas apontadas por autoridades locais e população a uma "seita" islâmica radical que foi conquistando jovens da vila e os levou para a agressão.
Sem descartar essa radicalização, Yussuf Adam diz que "ainda hoje" faltam dados sobre como aconteceu, ao mesmo tempo que, a seguir aos ataques, se partiu para uma "generalização abusiva" sobre a existência de terroristas a partir de relatos conhecidos há anos de jovens muçulmanos que se reúnem com vestes e costumes próprios na região, mas sem atacar o Estado.
Centrar a discussão das causas dos ataques de 5 de outubro na radicalização islâmica é redutor, defende, numa região em que há vários pontos de atritos. Ler mais ( Deutsche Welle – 05.11.2017)