sábado, junho 10, 2017

Estupefacto: Mercedes Benz para deputados

Não estou a conseguir engolir essa história de Mercedes Bens para os deputados do país em crise. Se pergunto sobretudo aos deputados da oposição do porque não negarem, não tenho dúvidas que me dirão que negar seria uma atitude populista.  Mas vezes sem conta tenho dito que vale a pena uma acção populista que um discurso populista. Na ação se prova a prática do que se diz em discursos.
Mas ainda vou insistir pedindo explicação sobre a necessidade de esses carros caríssimos. Podem me mandar as respostas no inbox ou no meu e-mail.

Nota: Há duas semanas comentei sobre os carros luxuosos para os deputados da Assembleia Nacional de Angola e lá eu dizia que o mesmo aconteceria em Moçambique. Não demorou.  

2 comentários:

TENENTE VEIGA disse...

NÃO SE DEIXEM LEVAR, NEM FAÇAM CONTATOS COM OS BRASILEIROS, NOSSOS POLÍTICOS SÃO EXTREMANENTE CORRUPTOS, E AS EMPRESAS TAMBÉM. NÃO DEEM SUAS RIQUEZAS A ESSES ABUTRES NÃO. NÃO SE MISTUREM COM NSSO POLÍTICOS.

Anónimo disse...

Pelo menos é positivo notar que os moçambicanos deixaram de aceitar tudo o que lhes era feito de boca fechada, mesmo assim algumas ha coisas importantes a analisar sobre porquê, sobretudo os nossos deputados não se deixar mover, emocionar com os gritos dos pobres, ou dos que pagam aquilo que eles gastam? Porquê é os nossos deputados não relacionam o seu trabalho com os benefícios dos moçambicanos? Porque apesar de derem decidido mal no passado, por exemplo chumbando as propostas da RENAMO de forma extremamente intolerante e tendo desta maneira contribuido para empurrar o país para a guerra, acham-se ainda com direito de ter Mercedes? porque depois de aceitaram incorporar dívidas feitas ilegalmente (e com o desprezo deles mesmos, no orçamento do estado para serem pagos pela falta de escolas e medicamentos e depois disso querem Mercedes? Sera que acham que estão construído um país de iguais ou a preparar a revolta contra a injustiça no uso das riquezas de todos? Porque não se perguntam se nós que votamos neles queremos que eles tenham os benéficos que se atribuem ou não?
Para estas e outras perguntas há algumas hipóteses que eu gostaria de arrolar:
1. Os nossos deputados não têm a noção de estado moderno mas sim de regulados, de impérios baseados na opressão da maioria por um grupo pequeno. Eles se inspiraram no regime colonial que também era baseado no arrancar à maioria os bens que deviam ser de benefício colectivo. Acham-se da linhagem dos que merecem, dos escolhidos
2. Os nossos deputados foram para a política porque não tinham onde ganhar dignamente o seu pão e não para servir. A grande preocupação da maior parte deles é a de assegurar o seu bem estar até à sua morte. Talvez eles não tenham nenhuma expectativa de ganhar um salário digno depois do fim do seus mandatos.
3. Os nossos deputados não tem nenhuma informação sobre as causas das guerras em muitos países pois nunca se questionam o que é que faz com que países como os escandinavos vivam em paz e tratem de forma digna e até luxuosa os seus prisioneiros. Não percebem que a injustiça, as desigualdades extremas levam à revolta e a conflitos insanável.
4. Os nossos deputados não têm uma visão de longo prazo. Eles olham para o seu umbico: eles não se perguntam como os seus filhos e netos e bisnetos irão viver num país injusto extremamente endividado, com taxas de criminalidade subindo por causa de desemprego e sofrimento da população. Nao imaginam que os seus netos irao pagar os mercedes que els guiam agora. Eles não estão em condições de sacrificar o Mercedes por um país com melhor educação.
5. Por último os nossos políticos fazem a política do esperto em relação ao bem comum e não uma política de respeito em relação ao bem comum. Poderão não sentir a guerra mas os seus filhos e netos. uma família pode ser pobre mas quando os seus membros se dividem de igual para igual o pouco que têm, isto é, são solidários, há paz e respeito na família.
Mas provavelmente pretenda-se enfraquecer a oposição enchendo-a a boca de rebuçados espinhosos, pois assim como as coisas estão o povo não tem defensor.
Por último e, a coisa mais perigosa, as novas gerações estão aprender que a injustiça compensa...